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Fortaleza de Santa Cruz e MAC - Niterói



Venha conosco desfrutar de um programa cultural diferente! Em Niterói!

Hoje descreveremos aqui neste post, os dois lugares turísticos mais visitados de Niterói: A Fortaleza de Santa Cruz da Barra e o Museu de Arte Contemporânea (MAC).

Começaremos pelo segundo lugar em número de visitantes, cerca de dois mil turistas ao mês: A Fortaleza de Santa Cruz.



A Fortaleza de Santa Cruz foi a primeira fortaleza erguida em volta da Baía de Guanabara. Este impressionante monumento arquitetônico militar é composto de 41 casamatas, distribuídas em dois andares e onde podemos ver canhões seculares. Podemos também visitar a Capela de Santa Bárbara, em estilo colonial, que contém uma imagem da santa em madeira de tamanho natural, ver o relógio de sol de 1.820, construído em mármore português e também ver antigas prisões, um farol e paióis de munição.

A história da fortaleza remonta à época da colonização portuguesa, quando era necessário defender a entrada da Baía de Guanabara dos possíveis invasores. Entretanto, a Fortaleza tem suas origens ligadas aos franceses, na tentativa de colonização, em 1555, empreendida por Nicolau Durand de Villegaignon, denominada França Antártica.

Nessa ocasião foram montadas pelos invasores, duas bocas de fogo (canhões), a fim de controlar o principal canal de entrada da Baía. Somente 12 anos depois, após a expulsão dos franceses, foi instalada pelos portugueses uma bateria no local, a de Nossa Senhora da Guia.

Em 1599, a bateria impediu a entrada da esquadra holandesa, liderada pelo corsário Oliver Van North.

Em 1612, a primeira edificação do complexo foi construída, a Capela de Santa Bárbara, que recebeu o nome de "Oratório de Nossa Senhora da Guia".

No seu interior ela abriga a imagem de Santa Bárbara, que mede 1,73m de altura e é ornada com pedras preciosas.

Em 1632, o local passou a se chamar Fortaleza de Santa Cruz da Barra. Entretanto em 1711, o Rio de Janeiro foi invadido por uma grande esquadra comandada por um corsário e almirante francês, Renee Duguay Troin, quando em um dia com muita neblina e descuido da guarnição do Forte, passou pela entrada da Baía sem dificuldades, tomou a Fortaleza e exigiu vultoso resgate para deixar a cidade.

Em 1763, o vice-rei Conde da Cunha mandou vir da Europa os engenheiros João Henrique Boher e Jackes Furk, para que efetuassem uma série de reformas que garantissem à fortaleza mais potência de fogo. Foi quando foram construídas, sobre a primitiva bateria à flor da água, duas ordens de baterias em casamatas abobadadas e que são encimadas por um terraço com uma terceira bateria, tomando a forma semelhante à atual.

Entre 1863 e 1870, durante o nosso Império, a fortaleza é ampliada por Pedro II, na mesma época em que a Fortaleza de São João também foi reconstruída e reequipada. A bateria de canhões foi denominada Santa Tereza, em homenagem à imperatriz Tereza Cristina.

Para finalizar a parte histórica, destacamos que os últimos tiros dados pela fortaleza ocorreram no mesmo ano dos disparos do Forte do Leme (ver nosso post), em 1955, durante o episódio conhecido como Novembrada, contra o navio Cruzador Tamandaré que transportava Carlos Luz (presidente do Brasil que ocupou a cadeira presidencial por menos tempo: apenas três dias), rumo a Santos. Fontes históricas: Portal Iphan e https://www.riodejaneiroaqui.com/portugues/fortaleza-santa-cruz.html



Após a entrada (fotos abaixo), a visita é conduzida em grupo por um militar que enriquece bastante o tour. Com uma área construída de 7.153 metros quadrados, a visitação percorre um roteiro predefinido e restrito. Em determinadas áreas é proibido entrar e fotografar, por se tratar de instalações militares em atividade.




Começamos o tour pelo Relógio de Sol, construído em pedra de lioz, com algarismos romanos, datado de 1820:



Depois seguimos para a Capela de Santa Bárbara, citada no histórico acima. É a igreja mais antiga de Niterói e uma das mais antigas do Rio. Reza a lenda, acerca de um túmulo na parede, que se trata do sepulcro da jovem Iracema, filha do capitão Potiguara, que apaixonada por um cabo e impedida de viver o seu amor, atirou-se ao mar em dezembro de 1906. Numa das paredes da igreja encontram-se os túmulos dela e de sua melhor amiga, Laís, que morreu em 1924.







A visita segue então até a bateria de canhões, com os seus dois andares: um a céu aberto (o ponto mais próximo do Pão de Açúcar e um ótimo lugar para tirar fotos). É naquele local que podemos ver também os diversos fortes e fortalezas da entrada da Baía, que citamos no post da Fortaleza de São João.




Na parte superior da fortaleza, ao nível das baterias descobertas, existe um farol que auxiliava na navegação à época. Na pequena casa que sustenta o farol, hoje existe um pequeno espaço cultural, com informações sobre a fortaleza, reprodução de antigos mapas, inclusive um mapa de área de abrangência de tiros e defesa da Baía de Guanabara. Na verdade um mapa de plano defensivo.



No outro andar na parte de baixo, ficam as baterias de tiros da Fortaleza de Santa Cruz. Construídas em pedra talhada, são cobertas ou abobadadas, possuindo células ou nichos com pequena abertura para cada canhão, chamadas de casamatas. Um corredor interno corre ao longo de todos os nichos de canhão. O guia nos explicou que bem ao centro dos nichos, onde tiramos as fotos, ficava o comandante da bateria que conseguia avistar todos os canhões que posicionam-se em diagonal e assim ele comandava os tiros em sequencia, desde os canhões mais ao fundo até os mais centrais.




O edifício que aparece nesta foto, com apenas uma entrada em arco, é o paiol de munição.



Esta parte da fortaleza foi feita em pedra talhada (cuja explicação do nome vem a seguir), pedras essas cortadas e numeradas e depois colocadas em sua posição exata no local da construção. Uma bela obra dos engenheiros citados lá para acima.




Dali, passamos pelas antigas celas que serviram para conter prisioneiros de guerra e também presos famosos como José Bonifácio e Euclides da Cunha, Eduardo Gomes, Henrique Teixeira Lott e Miguel Arraes.

Juarez Távora e Eduardo Gomes foram dois dos protagonistas da única fuga, em 1930, que se tem notícia. Bento Gonçalves e Giuseppe Garibaldi, líderes da Revolução Farroupilha também foram presos ali.

Algumas das celas eram bem baixas, onde os presos não podiam nem ficar em pé.




Finalizando, atualmente a Fortaleza também é a sede da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército. Devido à atual conjuntura, marcada pela crescente ocorrência de casos de COVID-19 (novo Coronavírus) no Rio de Janeiro, o Comando da Artilharia Divisionária suspenderá a visitação às suas instalações. Tal medida visa preservar a segurança e saúde dos visitantes bem como do público interno.

Após a pandemia, a visitação ocorrerá: de terça à domingo das 10h às 16h, com saídas de 30 em 30 minutos.

Visitas em grupo deverão ser agendadas através do e-mail: agendafscb@gmail.com

Localização: Estrada Eurico Gaspar Dutra, s/nº – Jurujuba Tel.: 2710-2354

Adultos: R$ 6,00 (Entre 13 e 60 anos de idade)

Meia entrada : R$ 3,00 (Estudantes com carteirinha estudantil, Militares (e familiares diretos) da Marinha de Guerra, da Força Aérea Brasileira, da Polícia Militar e dos Bombeiros.)

Isentos: Crianças até 12 anos, Idosos acima de 60 anos, Militares do Exército e seus familiares diretos; Pessoas com necessidades especiais; Estudantes e Professores da Rede Pública de Ensino (mediante Ofício da Diretora para a FSCB) e Antigos Combatentes da 2ª Guerra Mundial (Veteranos da FEB e do Batalhão de Paz).

O passeio dura cerca de uma hora. É um programa imperdível em um cenário deslumbrante.

Seguimos então para o MAC: Principal ponto turístico de Niterói, no alto do mirante da Boa Viagem, ele é soberano.



O Museu de Arte Contemporânea de Niterói impôs-se diante da bela paisagem à sua volta, tornando-se um ícone da cidade.


“O MAC é um museu de arte contemporânea brasileira localizado na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, no Brasil. A obra foi inaugurada no dia 2 de setembro de 1996. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o MAC tornou-se um dos cartões-postais de Niterói. Destina-se principalmente a obras pertencentes à arte contemporânea brasileira da década de 1950 até hoje. O museu possui um acervo de 1.217 obras da Coleção João Sattamini, constituindo a segunda maior coleção de arte contemporânea do Brasil.” Wikipédia.




Chegamos ao museu por volta das 14h e aproveitamos para almoçar no BistroMac, no subsolo do museu. Vimos que o mesmo é muito bem avaliado no Tripadvisor e não é caro. Adoramos o ambiente e os pratos. Achamos uma excelente pedida para conciliar com a visita, principalmente pelo visual magnifico do local. Em relação à arte contemporânea, não somos muito fãs...porém vale muito a visita, pela beleza do visual e pelo estilo imponente do museu. Para os apreciadores desse estilo de arte, o passeio irá agradar por completo! Além do acervo do museu, as exposições itinerantes enriquecem a sua programação e apresentam diferentes estilos de arte.





E para terminar esse dia maravilhoso com louvor, fomos contemplados com um estupendo pôr-do-sol ao regressarmos pela ponte. Lindo demais!!










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