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Capitólio e Serra do Cipó (MG)




Dia 01/03/2019

Aproveitamos o carnaval e viajamos de carro do Rio de Janeiro até Capitólio, em Minas Gerais. Fizemos uma parada estratégica bem no meio do caminho, em São João Del Rei, cerca de 6 h de estrada (336,1 km) via BR-040. Como já conhecíamos a cidade foi apenas um pernoite. Depois de nos instalarmos no hotel, demos uma saída para almoçar, vimos os preparativos dos blocos de carnaval, porém optamos por descansar já que no dia seguinte seriam mais 5 horas de viagem (303 km).





Nossa sugestão é visitar a região de carro e poder percorrer as atrações à sua maneira, organizando o seu próprio roteiro. Capitólio entrou no circuito nacional de ecoturismo recentemente sendo um belo destino para amantes da natureza como nós. Trilhas, cachoeiras, lagos e até o “Mar de Minas” tudo pertinho. Ainda mais com aquela cara de interior mineiro, que muita gente sabe o que espera encontrar. Entre elas, apreciar a deliciosa culinária mineira, especialmente o feijão tropeiro. A melhor época para visitar a cidade de Capitólio não é no verão, pois chove muito na região durante essa época e algumas cachoeiras e atrativos fecham no meio do dia por causa do risco de tromba d`água. Duas vezes tentamos chegar no Paraíso Perdido e não conseguimos visitar, pois estava fechado pelo risco acima citado. Outra dica, se puder fuja dos feriados. A cidade fica superlotada e as atrações impraticáveis. Caímos nas duas furadas...rsrs


Sábado, dia 02

Chegamos à Capitólio e nos instalamos no Hotel Escarpas do Lago. Aqui vale uma nota: Geralmente pesquisamos a hospedagem no TripAdvisor e lemos algumas avaliações. Se as classificadas como horríveis forem em grande número e relatarem localização ruim, sujeira, mofo e tal, vamos em busca de outra opção. No caso de Capitólio não pesquisamos e contratamos o hotel por ser 4 estrelas e preço caro. Cilada!! A única coisa boa é a sua localização, pois o mesmo fica dentro do Condomínio Escarpas do Lago, um condomínio de luxo com casas de alto padrão. “Que dinheiro jogado fora! Paga-se por um serviço de hotel 5 estrelas, e leva-se o serviço de um hostel. Cobram a utilização do frigobar. Pedi o mapa da cidade e me cobraram. Paga-se para ir à sauna. Não tem TV por assinatura no quarto, só canais livres de TV”. Entre aspas foi o meu comentário no Trip. Acredite, pois é, pagamos 10 reais por usar o frigobar. Nunca havia visto isso!





Domingo, dia 03

Fizemos o passeio de barco logo após visitarmos a Usina Hidrelétrica de Furnas, localizada no Rio Grande, entre os municípios de São José da Barra e São João Batista do Glória, bem perto do local da saída das lanchas para visitar os canyons.



Uma das principais atrações, senão a mais popular é o passeio de lancha em Capitólio pelos canyons do lago de Furnas. O lago é artificial e foi criado na década de 60 como reservatório para hidrelétrica de Furnas. Ele banha 34 cidades mineiras e é conhecido por muitos como o “Mar de Minas”.

O passeio atrai muitos turistas. O principal ponto de saída das embarcações é o píer da ponte do Rio Turvo, que fica a 23 quilômetros do centro de Capitólio e o nosso ponto de embarque foi perto do famoso restaurante do Turvo (depois falaremos sobre o mesmo). Ali você encontrará a maior concentração de pontos de vendas dos passeios. Nós compramos pela internet e o ponto de encontro para a saída da lancha foi na barraca da agência, próximo ao restaurante. Quando chegamos lá tomamos um susto pelo excessivo número de ônibus e turistas no local. Carnaval dos ecoturistas!

Você pode realizar este passeio não apenas em lanchas, mas com chalanas, mais baratas.

O passeio de lancha inclui 4 paradas de 20 a 30 minutos cada. A primeira parada é na Lagoa Azul. Águas cristalinas em um tom de verde esmeralda formam uma pequena piscina natural próximo a ‘cachu’. Não tem nada de azul (nome dado ao local pelos primeiros visitantes, segundo dados colhidos na net). Impressiona a enorme quantidade de pedra de São Tomé que circunda a cachoeira. Nelas podemos subir e praticamente entrar debaixo da cascata.



Depois fizemos mais uma parada no Vale dos Tucanos, que hoje em dia também só leva o nome, pois os tucanos bateram asas. Outra parada na cachoeira da Cascatinha e por fim, ancoramos no Bar Flutuante. Apesar de haver uma quantidade muito grande de embarcações no lago e muita, muita gente mesmo, conseguimos aproveitar o passeio e os mergulhos. Demos sorte pois abriu o sol na hora do nosso passeio.









Saímos do passeio marítimo e fomos almoçar no restaurante do Turvo. Mesmo sendo 15 h, ainda havia uma fila de espera enorme, pois a maioria dos passeios de barco terminaram mais ou menos próximos. Mas valeu muito a pena esperar cerca de 30 minutos. Comemos uma traíra desossada dos deuses! Tudo bem que estávamos famintos, mas tudo estava muito saboroso. Fomos atendidos pelo Igor e foi show. Ele e todo ‘staff’ do restaurante são muito atenciosos. O carro chefe do restaurante é a traíra desossada e pode pedir sem receio, pois é demais. O preço de 90 reais para dois é bem justo.




Segunda, dia 04

O Morro do Chapéu, um dos picos mais altos em Capitólio, a 1.293 metros de altura, oferece uma vista incrível do lago de Furnas, para os cânions e cidades vizinhas.

Tentamos chegar ao topo do Morro pela manhã, entretanto a poucos metros do mirante havia uma enorme poça d’agua que nos impediu de prosseguir. Nosso carro não é de tração 4 x 4 e por prudência não encaramos o risco de ficar atolados estando sem sinal de celular para pedir apoio. Valeu a pena o passeio, pois a estrada de terra é cercada de pedras e em alguns pontos paramos para apreciar a bela paisagem da região.






Terça, dia 05

Como estava previsto um dia chuvoso curtimos o clube do condomínio Escarpas do Lago. Com uma ótima academia, bem aparelhada aproveitamos para gastar um pouco das calorias acumuladas pela deliciosa cozinha mineira sempre regada a uma cerveja bem gelada. Falando em comida, mais duas observações de restaurantes que fomos na cidade. Almoçamos no Hud’s Lounge Escarpas do Lago e escrevemos no Trip: “Caro e tentando nos passar a perna. Não gostamos, pois assim que chegamos para o almoço e pedimos uma sugestão de entrada para o garçom, ele nos ofereceu uma porção de camarão VG. Sorte a nossa que havíamos lido no TripAdvisor antes de irmos, uma crítica que era justamente a de que o local oferecia este camarão a preço módico de 150 reais, só que não constava no cardápio, nem o camarão, muito menos o preço. Muita cara de pau, né? Pedimos então uma casquinha de siri de entrada ao preço de 32 reais. E veio uma "mini casquinha.”

Outro restaurante, já no centro da cidade, foi o restaurante Tropeiro, e nós relatamos no Trip: “Feijão Divino no centro de Capitólio, onde comemos uma tilápia desossada acompanhada de feijão tropeiro, salada e fritas. Recomendamos com empenho. Excelente prato com uma cerveja zero grau e principalmente com um atendimento excepcional.”

Por fim, comentaremos sobre o Restaurante Chico Pintado, onde fomos muito bem atendidos. Pedimos a tilápia recheada. Deliciosa! Só a linguiça recheada sugerida pelo garçom para entrada que era demasiadamente grande, mas muito saborosa. Então, nem pedimos dois pratos principais e sim só uma tilápia recheada que deu pra nós dois, já que a entrada foi quase um prato principal. Preço justo, em torno de 60 reais para dois.



Quarta, dia 06

Último dia na cidade e deixamos para fazer duas atrações: a Trilha do Sol e o Mirante dos Canyons, já que a previsão de tempo era boa. O mirante é o cartão postal de capitólio:



A Trilha do Sol é outro dos principais atrativos de Capitólio. Na verdade, são três trilhas: Poço Dourado, Cachoeira do Grito e Cachoeira No Limite. Cada uma com cerca de 800 a 1.200 metros, totalizando 4 quilômetros de caminhada. Não esperava tanto da Trilha do Sol. Foi simplesmente maravilhoso! A trilha que sugerimos para o início das caminhadas é a do Mirante No Limite. Lá a visão dos cânions e da cachoeira é divina, claro que em dia de sol.

Se puder espere um dia assim, havendo tempo disponível na sua programação, pois lemos que eles cobram o preço cheio mesmo em dia de chuva e sem poder ter acesso às “cachus”, pelo risco de tromba d’agua. De lá fomos para a cachoeira do Grito. Excelente. E por fim, fomos para o Poço Dourado. Este sim faz toda a diferença do atrativo. É dourada mesmo, com água cristalina e estupenda, principalmente o acesso ao poço que é cercado por paredes cheias de totens de pedras. Um show!!!! O preço cobrado foi de 45 reais por pessoa. Vale a pena mesmo, mas atenção, vá somente com sol e “Have Fun”.

















Quinta, dia 07

Iniciamos a viagem de regresso com destino a Serra do Cipó Foram 6 horas de viagem (403 Km) via MG-050 e BR-262. até chegarmos na pousada Pepalantus. Acolhimento é o diferencial da mesma. Como já havíamos lido no Trip, a receptividade e acolhimento fazem a diferença! Flávio e Solange estão de parabéns, pois tornam a pousada muito especial. Ainda mais porque estávamos vindo de um hotel com preço de 4 estrelas, mas serviços de hostel, ou melhor, nem isto.

Na pousada nos sentimos muito bem recepcionados. Seguimos todas as dicas de passeio do Flávio e realmente curtimos bastante a Serra do Cipó. Para o ecoturista do sudeste, vale a pena dizer que as cachoeiras na Serra do Cipó ficam bem próximas de Belo Horizonte (95 km). Logo ali, no mineirês. A Serra do Cipó faz parte da Serra do Espinhaço, que atravessa um bom pedaço de Minas Gerais e Bahia e termina na região da Chapada Diamantina. Nossa sugestão de permanência na área é de dois dias, os quais permitirão conhecer os melhores atrativos.

A pousada fica no centrinho de Serra do Cipó, que é praticamente uma rua. Nas cercanias desta rua situa-se todo o comércio da cidade com lojinhas, agências de turismo, restaurantes, bares, inclusive o Madalena Burger, onde uma amiga da minha filha estava trabalhando. Mas também tem farmácia, supermercado, centro de informações turísticas, padaria, etc.

Seguindo a dica do Flávio, no próprio dia da chegada fomos visitar a Estátua do Juquinha e assistir ao pôr do sol no regresso. Vale a pena destacar, mas que você só vai entender quando estiver por lá, que a própria estrada da cidade até a estátua também é um atrativo. A Estátua do Juquinha é uma homenagem a José Patrício, personagem mítico da região. “Uma caminhada de 300 metros leva à estátua, instalada em uma região conhecida como Alto Palácio - local privilegiado, de onde se tem uma interessante visão das montanhas da região. Com três metros de altura, a obra é assinada pela artista plástica Virgínia Ferreira em homenagem ao lendário Juquinha, andarilho que percorria a região da Serra do Cipó vendendo flores para os visitantes que frequentavam a serra.’’ Extraído da internet.





Sexta, dia 08


A principal atração é o Parque Nacional da Serra do Cipó, que dá nome ao vilarejo. Começamos por lá. Reservamos o dia para conhecer a parte baixa do parque, coladinha à cidade. A trilha da Cachoeira da Farofa tem 8 quilômetros, é quase plana e pode ser feita a pé, de bike ou a cavalo.

Na metade do percurso, há uma bifurcação que leva até o Cânion das Bandeirinhas. Praticamente é um passeio de 6 a 8 h, então levamos bastante água e um pequeno lanche. Inicialmente fomos até o Cânion. São 12 Km só de ida desde a portaria do parque.



“Formado pelo afunilamento do Ribeirão Bandeirinhas, e pela serra de mesmo nome, o Cânion das Bandeirinhas, com um paredão de cerca de 80 metros de altura e 4 KM de extensão, apresenta uma sucessão de cascatas, cachoeiras e piscinas naturais de águas cristalinas e fundo de pedras claras, num cenário de beleza entremeada de flora característica.” Extraído da internet.

Seguindo a sugestão do Flávio, alugamos duas bikes no caminho para o Parque. A retirada das bicicletas é numa tenda da empresa, em frente a portaria.

Após chegarmos ao cânion relaxamos um bom tempo nas águas cristalinas do Ribeirão Bandeirinhas.








De lá rumamos para a cachoeira da Farofa. “Ela é localizada na Serra da Bandeirinha, é um dos atrativos mais procurados pelos visitantes do Parque Nacional. Possui uma sucessão de quedas d’água com 07 cachoeiras, até atingir um poço em meio a um paredão de rocha quartzítica, cercado de gramíneas e orquídeas que decoram a paisagem local. O acesso pela parte baixa da Serra, se dá por uma trilha plana de aproximadamente 7 Km, onde é possível observar o Córrego das Pedras, a Lagoa Comprida e o Ribeirão Mascates”. Texto extraído da internet.






No regresso da Farofa, dei um mole danado: ao avistar um pequeno riacho acelerei a bike com intenção de não encalhar, ao contrário da ida, que sempre saltei da bike para atravessar os trechos molhados a pé. Aí dei uma topada em algo e caí com a bicicleta na poça. Detalhe que caí para o lado esquerdo justamente onde estava o celular no bolso. Claro que parou de funcionar. Fiquei coberto de lama e a Carla fez a festa.... riu muito e aproveitou para registrar tudo com muitas fotos rsrs.

Minha sorte é que após muito vento e calor do secador de cabelo do quarto em cima dele, o mesmo voltou a funcionar.







Sábado, dia 09

Da Serra do Cipó até o Rio são 8 horas de viagem. Então planejamos um ‘pit stop’ em Barbacena que fica bem no meio do caminho (272 Km). Desta maneira, aproveitamos o ‘late check out’ e visitamos as cachoeiras Véu da Noiva e Grande na manhã de sábado. A cachoeira Véu da Noiva fica em uma propriedade privada pertencente a ACM (Associação Cristã de Moços em Minas Gerais). Seguindo a estrada principal da Serra do Cipó, você logo verá a entrada na beira do asfalto onde tem uma placa indicativa ACM Serra do Cipó, Camping Véu da Noiva. Visitamos, mas não nos banhamos.

Seguimos para a Cachoeira Grande que também fica pertinho do centro de Serra do Cipó. Essa é um pouco diferente das outras, pois é um circuito que tem 4 cachoeiras, uma ao lado da outra. A última queda é a principal e faz jus ao nome:





Outro diferencial dessa cachoeira é que você pode ficar embaixo da queda d’agua tomando uma ducha ou hidromassagem, como queira.

Dali regressamos para a Pousada e como já havíamos feito o check out, nos arrumamos no vestiário da sauna/piscina. Seguimos então para Barbacena.



Domingo, dia 10

Foi o dia de retorno para casa. Percorremos 277 Km, via Br -040 e levamos cerca de 4 h.

Mais uma bela trip para guardarmos na memória e em nossos corações!




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