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EGITO ALÉM DAS PIRÂMIDES - parte 1

  • há 3 horas
  • 11 min de leitura
Pirâmide do Egito
Pirâmide Vermelha

Mini-Mochilão de regresso ao Brasil e dicas para evitar golpes!

O Egito... Este era o sonho dourado da minha AMADA esposa, uma das telespectadoras mais fiéis dos programas do History Channel — especialmente aqueles que desvendam os mistérios do Egito Antigo.

E um sonho dessa magnitude não poderia ficar de fora do nosso mini-mochilão de regresso ao Brasil. Foi uma longa estrada, mas não tortuosa como a acima, da foto!

Na verdade, fizemos mais do que incluir o Egito: condicionamos nossa volta ao Brasil à essa aventura!


Após três anos imersos na cultura vietnamita, planejamos uma transição MARCANTE para a próxima fase. O desejo de conhecer o Egito era a âncora dessa jornada. Montamos toda a nossa complexa logística intercontinental, envolvendo Turquia e Grécia (escolhidas a dedo), de modo a respeitar o programa 'Egito Maravilhoso' da Maktub Travel, agendado de 11 a 25 de maio de 2025. Foi um exercício de precisão para conciliar o fim do nosso ciclo asiático com o início desta aventura faraônica.


Nossa rota final foi:

1.     Partimos de Hanói (Vietnã) para Istambul (Turquia) — Para saber todos os detalhes dessa etapa, clique aqui e veja o post completo sobre o nosso rolê pela Turquia!

2.     De lá, seguimos para o Egito, depois para a Grécia e de lá voltamos para o nosso Brasilzão!


Geograficamente falando, o ideal seria viajar da Turquia para a Grécia, pois são vizinhas, mas não poderíamos devido a data do tour do Egito acima comentado.


Assim, aterrissamos na capital do Egito, o Cairo, em uma noite de domingo, prontos para mergulhar nos mistérios de uma das civilizações mais antigas do planeta.


Você que já nos conhece sabe que o nosso lema é a independência!

Não somos, de maneira alguma, adeptos a pacotes de viagem, horários e roteiros fechados, pois gostamos de ser os donos do nosso próprio rumo, escolhendo hotéis, nossas trilhas e milhas.

No entanto, o Egito foi uma exceção e vale a pena explicar o porquê.

Fizemos uma pesquisa intensa sobre o Egito atual, e as queixas que encontramos foram avassaladoras. Não se trata de segurança ou violência (que geralmente nos preocupam em viagens), mas sim da quantidade absurda de incômodos, scams e golpes sofridos por turistas que tentam explorar o país por conta própria.

É uma sequência de importunações que transforma a viagem em um estresse constante, inclusive com assédio a mulheres acompanhadas.

Para proteger o nosso tempo, a nossa paz de espírito e o nosso investimento neste sonho dourado, tomamos uma decisão estratégica: contratar um tour guiado especializado.

Para isso, escolhemos a agência Maktub Travel e fomos extremamente felizes! Lemos excelentes referências da empresa e constatamos que além de serem especializados no Egito, garantiram que pudéssemos ter uma ótima experiência em grupo, focando na história e na grandiosidade do destino.

O nosso guia egípcio Ahmir, com mais de 20 anos de empresa, falava fluentemente o português (até palavrão rsrs), era divertido e tornou a viagem ainda mais prazerosa. Chamava carinhosamente todos nós abaixo (14) de habibinhos.





Nosso primeiro contato com a agência foi no próprio aeroporto do Cairo, dia 11 de maio, onde nos ajudaram com os trâmites de chegada (compra do visto, imigração, bagagem, chip de celular, etc). Fizemos o traslado para o hotel em uma van turística privada. Nos instalamos no Steigenberger Pyramids, uma excelente opção de acomodação, com vista para as pirâmides e em frente ao novo museu do Cairo.


🐪 Dia 2: De frente para as Pirâmides e a emoção de Tutancâmon!

Nosso sonho egípcio finalmente começou em 12 de maio e não poderia ter sido melhor! Depois de um café da manhã revigorante, partimos para o local que domina o imaginário de qualquer viajante: as lendárias Pirâmides de Gizé.





Não há foto nem vídeo que retrate a escala e a magnitude dessas maravilhas. Passamos a manhã inteira imersos na grandiosidade das pirâmides dos faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, parando para sentir a energia de cada uma de perto. Três grandes estruturas que serviram como tumbas para os faraós da Quarta Dinastia do antigo Egito. São os únicos monumentos das sete maravilhas do mundo antigo que permanecem de pé. A Grande Pirâmide de Quéops é a maior e a mais famosa. Foram construídas por volta de 2.560 A.C, portanto têm idade estimada de cerca de 4.500 anos.


Destaques de Gizé:

  • Vista panorâmica e camelo: Fomos ao mirante para a foto clássica e, sim, fizemos o passeio de camelo para completar a experiência!

  • A Grande Esfinge: Nos sentimos minúsculos diante da imponente estátua e exploramos o misterioso Templo do Vale (ou Templo de Quéfren).

  • O Templo do Vale: Este local não era para adoração, mas sim o ponto de purificação e mumificação ritualística dos faraós antes de serem sepultados nas pirâmides. Andar por seus corredores de granito é sentir a frieza do processo que transformava um rei em um deus.







Depois de absorver toda aquela história sob o sol de Gizé (e reabastecer

as energias com um almoço – com exceção das bebidas, que ficaram por nossa conta!) partimos para o ponto alto da tarde: o Museu do Cairo.

O museu é uma verdadeira cápsula do tempo. Ficar de frente para os tesouros do Rei Tutancâmon, incluindo sua máscara de ouro maciço, é de arrepiar! Ver de perto as estátuas dos faraós mais importantes nos fez ter uma noção palpável de tudo o que lemos e assistimos no History Channel. Brinco que minha esposa sabe tudo sobre Tutancâmon que poderia até fazer um programa sobre a vida dele, de tanto que o assiste.

Foi um primeiro dia intenso e memorável, que terminou com o retorno ao hotel no Cairo. As milhas já valeram a pena só por esses momentos!





🗿 Dia 3: A gênese das pirâmides – de Saqqara a Dahshur

No dia 13 de maio, partimos para o sul do Cairo, em uma verdadeira expedição às origens da arquitetura egípcia. Este foi o dia de entender o "teste de engenharia" que levou às Pirâmides de Gizé!

Nossa primeira parada foi Saqqara, a mãe de todas as pirâmides, uma necrópole vital do antigo Egito e o palco da inovação arquitetônica.

O grande destaque é a pirâmide em degraus do Faraó Djoser. Ela não é apenas um monumento antigo... ela é a primeira pirâmide do mundo! 






Esta ao lado da pirâmide de Djoser é a entrada da necrópole de Saqqara. A fachada parece mais uma fortificação do que uma necrópole e a seguir encontram-se enormes colunas.




Fizemos até uma dancinha especial para homenagear a pirâmide de Djoser. Olha que comédia...





Ver essa estrutura colossal e irregular, construída por degraus, nos faz perceber que ela foi o protótipo, o "teste de engenharia", que levou mais tarde à perfeição das pirâmides de Gizé. É a prova de que até os egípcios tiveram que começar por algum lugar.


Ainda em Saqqara e seguindo a sugestão do Ahmir, decidimos explorar o interior da Pirâmide de Teti. Ele havia nos alertado que a subida ao centro da famosa Pirâmide de Quéops, apesar de ser a mais conhecida, costuma ser uma experiência "meio furada" (apertada e superlotada).

Já a de Teti, oferece um acesso razoável e a chance de ver hieróglifos internos muito bem preservados.

Assim, descemos na câmara funerária de Teti, onde foi preciso agachar por um bom trecho. Mas valeu cada centímetro dobrado.

Estar naquele ambiente milenar e ver os textos sagrados de perto foi uma experiência inigualável.











👑Em seguida, mergulhamos na história de Mênfis, a primeira capital do Egito. Hoje, ela é um museu ao ar livre que nos permite caminhar pelos vestígios dessa metrópole milenar.


O acervo é impressionante, mas o foco é inevitável:

A primeira foto é da estátua colossal, deitada, do Faraó Ramsés II. Data do Novo Reino, 19ª dinastia, e é uma das esculturas mais famosas e impressionantes do Egito Antigo. 

A segunda imagem também representa o Faraó Ramsés II, só que em pé, usando a coroa do Alto Egito e uma barba postiça. 

Por último vem a Esfinge de Alabastro (de proporções magníficas!), esculpida no Novo Reino do Egito, aproximadamente entre 1700 a.C. e 1400 a.C., possivelmente durante a 18ª Dinastia do Egito.


Ficar ao lado daquela figura monumental nos lembra o poder absoluto que Mênfis representava há milhares de anos.





Após o almoço (bem turístico, mas diferente e a comida ótima) fechamos o dia em Dahshur, visitando as antecessoras de Gizé: a Pirâmide Romboidal e a Pirâmide Vermelha, "o erro e o teste".

Olha só o nosso almoço:







Sobre as próximas prirâmides:

  • A Romboidal é uma das mais curiosas do período do faraó Snefru, construída por volta de 2600 a.C. Seu formato incomum, com mudança abrupta no ângulo de inclinação no meio da estrutura, revela uma fase de experimentação da engenharia egípcia, provavelmente para evitar o colapso da construção. Ela marca a transição das pirâmides em degraus para as pirâmides de faces lisas, sendo um passo fundamental na evolução arquitetônica do Egito Antigo.


  • A Vermelha também foi construída durante o reinado do faraó Snefru, por volta de 2600 a.C., e é considerada a primeira pirâmide de faces lisas bem-sucedida da história. Recebe esse nome devido ao tom avermelhado das pedras calcárias usadas em sua construção. Com cerca de 104 metros de altura, ela representa um grande avanço na engenharia egípcia e serviu de modelo para pirâmides posteriores, como as de Gizé.



Pirâmide Romboidal




Pirâmide Vermelha



✨ Dia 4: Mesquitas, História cristã e o labirinto de Khan El Khalili:

No dia 14 de maio, começamos no topo da cidade, na imponente Cidadela de Saladino, que oferece vistas incríveis do Cairo.

Ali visitamos a Mesquita de Mohamed Ali (ou de Alabastro), inspirada nas mesquitas otomanas de Istambul.

Curiosidade da Mesquita: No pátio, fica o relógio de ferro, um presente do rei Luís Filipe, que nunca funcionou! Hoje, é uma divertida ironia histórica!




✝️ Bairro Copta: Onde o Egito é Cristão


Deixamos o Islã para mergulhar no antigo Bairro Copta, no Cairo Antigo, que é uma das áreas mais antigas e históricas da cidade, conhecida por concentrar importantes igrejas cristãs e vestígios da presença copta — os egípcios que adotaram o cristianismo nos primeiros séculos.

Entre seus locais mais sagrados está a Igreja de São Sérgio e São Baco (Abu Serga), construída por volta do século V, onde a tradição cristã afirma que a Sagrada Família se refugiou durante a fuga para o Egito.

A igreja possui uma cripta subterrânea que, segundo a tradição, serviu de abrigo para Maria, José e o Menino Jesus, tornando o local um importante ponto de peregrinação cristã até hoje.

(Dica H2O: Prepare-se para se curvar para descer à cripta — é um mergulho literal na história!)







🛍️ O Caos Mágico de Khan El Khalili


Após o almoço, o destino foi o lendário Mercado Khan El Khalili, um labirinto sensorial que existe desde o século XIV, onde pechinchar é a regra. A experiência só é completa se você pechinchar (muuuuito).







Como todo tour guiado, praticamente todos os dias nos levavam a lojas de artigos egípcios ou souvenirs. É um dos perrengues de estar sendo conduzido. Fomos a lojas de papiros, perfumes, artesanatos, etc. Acabávamos sempre comprando algo. É impressionante a lábia dos vendedores, ainda mais lá, na terra da pechincha.


No bazar nos indicaram a loja Jordi, provavelmente de um conhecido deles né, mas que não era nada demais. As opções de comércio são inúmeras e gostamos tanto que até voltamos ao bazar, num dia de folga da excursão. Por incrível que pareça, no bazar fomos muito pouco assediados por vendedores, coisa muito comum no Egito, principalmente perto das atrações turísticas. Um verdadeiro bombardeio de ambulantes!


Aproveitamos a proximidade do hotel para uma visita espetacular no final do dia: o Grande Museu Egípcio (GEM) — ou o Museu Novo do Cairo. Ele fica exatamente do outro lado da avenida do nosso hotel, próximo às Pirâmides de Gizé!

Mesmo ainda não estando totalmente finalizado, o museu será oficialmente inaugurado em 04 de nov de 2025 (já inaugurado, à época da publicação deste post).

É impressionantemente grande e a visita é obrigatória. É a promessa de um futuro grandioso para a arqueologia egípcia, com um projeto que será um dos maiores e mais modernos do mundo. Ficamos simplesmente encantados com a modernidade e beleza do museu e para completar, nos fundos as paredes são de vidro e o visual é de arrepiar: As pirâmides de Gizé!!












Na saída do GEM, tivemos nossa dose de adrenalina: decidimos atravessar a gigantesca avenida a pé para voltar ao hotel, já que a outra opção seria pegar um táxi ou Uber e faríamos uma volta enorme para chegar a um lugar bem em frente de onde estávamos, só que do outro lado da avenida. Foi tenso...

No Cairo, isso é praticamente um esporte radical: o fluxo de carros é incessante.

Para a surpresa de integrantes do nosso grupo, atravessamos tranquilamente. Alguns deles nos seguiram, confiando na nossa passagem segura, mas outros, vendo a loucura do tráfego, voltaram de táxi. Uma divertida separação entre os que abraçam o caos e os que preferem o conforto!


Encerramos o dia, com a mente cheia de contrastes: a beleza austera da mesquita, a tranquilidade da cripta, a efervescência do bazar e a grandiosidade do GEM. Que dia épico!


🧘 Dia 5 (15/05): recarga e o papiro Gato-Mágico.


O dia estava reservado para uma opção de passeio mais longa: a visita a Alexandria, a três horas do Cairo. Mais de um mês de estrada desde que saímos de nossa casa no Vietnã, rodamos muito na Turquia e ainda, depois de três dias intensos explorando pirâmides, mesquitas e museus do Cairo, encarar seis horas de van em um bate-volta parecia um sacrifício.

A decisão foi de tirarmos um dia livre dedicado ao relaxamento na piscina do hotel!

Apesar do merecido ócio, a barriga (e a necessidade de snacks noturnos, já que raramente jantamos) nos chamou. Saí do hotel para uma missão rápida ao mercadinho local.

Foi aí que encontrei o lado mais... insistente do comércio egípcio. Fui "interpelado" por um simpático comerciante de papiros que, com extrema cordialidade (e muita tática!), fez questão de me acompanhar até o mercadinho, me ajudando a escolher os snacks.

Claro que o favor tinha um preço! Na volta, fui gentilmente conduzido à sua loja (e depois à de um amigo, que vendia perfumes). No fim das contas, a conversa e a insistência venceram a minha resistência, mas valeu a pena.

Trouxe para casa um papiro que é pura magia: sob a luz, exibe a máscara dourada de Tutancâmon; no escuro, transforma-se em um misterioso gato egípcio! 

Hoje, essa peça incrível enfeita nosso quarto, um lembrete divertido de que, às vezes, a melhor parte da viagem está fora do roteiro.


🚢 Dia 6: embarque no Nilo — O santuário de Ísis e o destino do Obelisco


O dia 16 de maio marcou uma mudança radical de cenário. Deixamos a agitação do Cairo e, com um voo doméstico de pouco mais de uma hora, aterrizamos em Aswan, a charmosa e tranquila porta de entrada para o sul do Egito e o coração da Núbia.

Aswan nos recebeu com a promessa do cruzeiro pelo Rio Nilo, nosso lar pelos próximos dias!





🏛️ Templo de Philae: O Santuário resgatado de Ísis


Nossa primeira visita na cidade, antes de embarcar no nosso tão sonhado navio, foi ao Templo de Philae, construído em honra à deusa Ísis, a mãe divina e deusa do amor. É um dos templos mais bonitos e bem preservados do país, e a forma de acesso já é uma aventura: só se chega lá de barco!









Curiosidade Essencial H2O

A UNESCO, em Ação!

O Templo Flutuante

Philae ficava em uma ilha que foi inundada após a construção da Represa de Aswan. Por isso, na década de 70, o templo inteiro foi desmontado e reconstruído, pedra por pedra, em uma ilha vizinha (Agilkia), em um esforço de resgate monumental da UNESCO.

Ponto Final de uma Era

Foi o último local onde a antiga religião egípcia foi praticada, sendo fechado apenas no ano 550 d.C.


⛏️ O obelisco inacabado: O maior "quase" do Egito


Em seguida, visitamos a pedreira para conhecer o famoso obelisco inacabado. Encomendado pela poderosa Rainha Faraó Hatshepsut (a mesma que ainda exploraremos), este obelisco teria sido o maior do Egito, com quase 42 metros e mais de mil toneladas.

O que o obelisco nos ensina? Ele nos mostra, em detalhe, como os egípcios talhavam essas peças monumentais diretamente na rocha. Infelizmente, surgiu uma fenda no granito durante o processo, e a peça, que precisava ser perfeita, foi abandonada. É o testemunho de um fracasso monumental, mas que virou uma aula de engenharia antiga!


👃 Palácio dos perfumes e o majestoso Nilo Capital


Ainda tivemos uma parada daquelas involuntárias no Palácio dos Perfumes, onde aprendemos sobre a diferença entre os óleos essenciais egípcios e os perfumes franceses (e, claro, a patroa trouxe uma lembrança perfumada!).

A emoção maior veio à tarde: o check-in no nosso cruzeiro. O navio, H/S Nile Capital, é esplendoroso e a nossa cabine com vista para o Rio Nilo, é bem espaçosa. Com pensão completa (bebidas à parte!), sabíamos que o descanso, a cerva e a piscina estariam garantidos.














Quer nos acompanhar nesse cruzeiro maravilhoso pelo Rio Nilo? Então vai lá para a parte 2 desse blog, porque ainda temos muita história para contar!

Vamos dar um spoiler do que rolou...


  • Visita a Abu Simbel

  • Templo de Kom Ombo

  • Festa à fantasia no navio

  • Edfu: Templo de Hórus

  • A eclusa de Esna

  • Templo de Karnak

  • Templo de Luxor

  • O Vale dos Reis

  • Templo Funerário da Rainha Hatshepsut


Você vai perder essa?? Duvido! Você vai se encantar com tanta história e cultura. Te esperamos la!

Casal H2O


1 comentário

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jdbelo2009@gmail.com
há 38 minutos
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Arrasou mi amorrr. Parabéns !!!!

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