Hong Kong
- 28 de ago. de 2025
- 7 min de leitura
Atualizado: 29 de ago. de 2025

Após dias memoráveis no Japão, nossa aventura continuou e partimos rumo a um novo destino: Hong Kong (H K)!
Embarcamos em um ônibus no dia 28 de janeiro de 2025 que nos levou de Quioto até o Aeroporto de Osaka. De lá, pegamos um voo que nos transportou para uma cidade vibrante e cosmopolita com sua arquitetura impressionante e arranha-céus imponentes.
Em Hong Kong, nem tudo são flores, especialmente para quem paga um dos preços mais caros do mundo pela habitação. Os preços dos imóveis, tanto para compra quanto para aluguel, são exorbitantes, o que torna a moradia um desafio para grande parte da população. Muitos moradores vivem em apartamentos minúsculos, conhecidos como "caixas de fósforo" ou "gaiolas", com apenas alguns metros quadrados, muitas vezes compartilhados por várias pessoas. Mais adiante comentaremos sobre as várias barracas que vimos na região central da cidade.
E a aventura não para por aí! De Hong Kong, fizemos um bate-volta em Macau, a "Las Vegas da Ásia", onde a história e a cultura portuguesas se encontram em um cenário de cassinos e luxo.
Preparem-se para embarcar conosco nesta nova etapa da viagem! Teremos algumas histórias (perrengues) para compartilhar, dicas valiosas e fotos/vídeos incríveis para mostrar.
Antes de narrarmos nossa estadia em H K, gostaríamos de fazer um breve histórico do país. Sua trajetória é marcada por um período de domínio colonial britânico, seguido por uma transição delicada para a China, que culminará em 2047 com a completa integração ao sistema comunista chinês. H K foi uma colônia britânica por mais de 150 anos, período em que se desenvolveu como um importante centro financeiro e comercial. A influência britânica é evidente em sua arquitetura, cultura e sistema legal. Em 1997, H K foi devolvida à China, sob o princípio de "Um País, Dois Sistemas".
Esse acordo permitiu que a cidade mantivesse sua autonomia e sistema capitalista por 50 anos, ou seja, até 2047. Este ano se aproxima, e com ele, a incerteza sobre o futuro de Hong Kong.
A China já manifestou sua intenção de integrar completamente a cidade ao seu sistema comunista, o que gera preocupações sobre a perda de liberdades e autonomia. Nos últimos anos, Hong Kong tem sido palco de tensões e protestos em defesa de sua democracia e liberdade.
Nos instalamos no Hotel Wharney, no bairro Wan Chai. Após muita pesquisa, nossa intenção seria a de nos hospedar no bairro TST – Tsim Sha Tsui, no hotel Kowloon, mas como era feriado nacional do Ano Novo Lunar Chinês, ele estava lotado.
Veja o nosso review do Wharney:
"This hotel is good and, in our opinion, worth the expense. We would have liked to have stayed at the Kowloon Hotel, but as it was the Chinese Lunar New Year national holiday, it was fully booked. Wharney is close to the subway so getting around the city is very easy. We read a lot of negative comments about breakfast and chose not to include it in our daily routine. Near the hotel there is the option of a Starbucks. The room is small but meets the needs of a couple. There is no Netflix and there are few foreign channels available on TV.
If you are with your family, let them know that the area near the hotel is full of bars and pubs with many prostitutes circulating at night."
Começamos nosso tour pelo Victoria Peak e foi uma ótima escolha. Do alto de seus 552 metros, o Victoria Peak oferece vistas espetaculares da cidade, do porto e das ilhas vizinhas. É o local perfeito para se ter uma visão geral da cidade e se orientar.
A vista do Victoria Peak é um dos cartões postais mais famosos de Hong Kong, com seus arranha-céus icônicos e o porto movimentado. Além do mirante principal, o Victoria Peak oferece diversas atrações, como trilhas para caminhadas, restaurantes, lojas e museus.
É possível chegar ao Victoria Peak de diversas formas, incluindo o famoso Peak Tram, um funicular histórico que proporciona uma experiência única, entretanto fomos de ônibus, sem querer.
Quando o pegamos achamos que nos levaria somente até o sopé do morro, no ponto onde se pega o bonde. Sorte a nossa, já que subimos de ônibus e descemos de trem, quando constatamos que a fila para subir estava gigantesca.
Após desfrutar das vistas espetaculares do Victoria Peak, uma excelente opção é seguir a pé, cerca de 30 minutos, até o Central Mid-Levels Escalator, uma das atrações mais badaladas de Hong Kong. A caminhada é uma oportunidade de explorar a cidade em um ritmo mais lento, apreciando a paisagem em meio aos prédios muito altos e elegantes.
Perto de onde se pega o bonde para subir ao Victoria Peak, nós passamos por um parque tranquilo e arborizado, perfeito para uma pausa e para apreciar a natureza em meio à agitação da cidade.
Ao chegar ao Central Mid-Levels Escalator, você se deparará com um sistema de escadas rolantes que se estende por mais de 800 metros, conectando o distrito central à área residencial de Mid-Levels. É uma atração turística popular, mas também é um meio de transporte utilizado pelos moradores locais.
No topo da escada conhecemos Soho, um bairro conhecido por sua diversidade de restaurantes, bares, lojas e galerias de arte. Foi onde almoçamos, na tratoria italiana Staunto's. Muito boa!


Minha amada esposa pediu ao ChatGpt dicas de turismo na cidade e uma delas foi a de visitar os ursos panda no parque. Sem pestanejar, planejamos uma visita ao Ocean Park e, no geral, foi um dia divertido, com uma ressalva importante: a visita aos ursos!
Mas vamos por partes!
Para quem curte adrenalina, o Ocean Park é o lugar certo! As montanhas russas são emocionantes e proporcionam vistas incríveis da cidade e do oceano. A Hair Raiser, em especial, é de tirar o fôlego, com suas curvas e loopings radicais. Conferi e fiquei de cabelo arrepiado mesmo!
Já a visita aos pandas no Ocean Park foi extremamente decepcionante. Enfrentamos uma fila imensa por mais de uma hora para chegar perto dos animais. Descobrimos somente lá que era possível agendar um horário com antecedência, informação que não encontramos no site. Reclamamos com os atendentes, mas não resolveu.
Para piorar, os pandas estavam dormindo, comportamento comum da espécie, e tivemos apenas dez minutos para observá-los. Propaganda enganosa na veia, inclusive anunciam Red Panda, que devia estar pintado de preto rsrs!
Com sorte, vimos um deles se espreguiçar brevemente.
Apesar da decepção com os pandas, o Ocean Park vale a pena, porque oferece outras atrações interessantes, como o aquário gigante, com várias espécies de peixes e tubarões, e o teleférico, que proporciona uma vista panorâmica incrível.
No dia seguinte seguimos para Tsim Sha Tsui (TST), um bairro vibrante e cheio de atrações.
Começamos pela Avenida das Estrelas, uma homenagem à indústria cinematográfica de Hong Kong, com estátuas de celebridades locais e placas com suas mãos e autógrafos. É um lugar perfeito para tirar fotos e apreciar a vista do porto Victoria Harbour.
Em seguida fomos ao Relógio de Torre, um marco histórico de Hong Kong, que já fez parte da antiga estação ferroviária Kowloon-Canton Railway.
É um local popular para fotos e um ponto de referência fácil de encontrar.
Continuamos nosso passeio pelo K11 Musea, um shopping center luxuoso que combina arte, cultura e compras. O shopping tem um design inovador, com obras de arte e instalações interativas, além de uma grande variedade de lojas e restaurantes. Do lado de fora notamos um vão central no prédio com uma boa vista panorâmica. Tentamos chegar lá, mas não conseguimos de tanto sobe e desce que era necessário.
Para finalizar o dia, exploramos a Nathan Road, uma das ruas mais famosas de Hong Kong, conhecida por suas lojas de grife, restaurantes e letreiros luminosos.
No dia 29 de janeiro, celebramos o Ano Novo Lunar Chinês em Hong Kong e foi uma experiência única, com suas tradições vibrantes e celebrações grandiosas. Tivemos a sorte de assistir a parada comemorativa pela TV no dia anterior e presencialmente à queima de fogos de artifício no Hong Kong Convention and Exhibition Centre (15 min a pé do nosso hotel), um espetáculo inesquecível que iluminou o céu durante 23 minutos, sendo os últimos deles, um verdadeiro espetáculo.
Hong Kong e principalmente Macau estavam incrivelmente lotadas durante o feriado. Milhares de turistas chineses invadiram as cidades, o que tornou a locomoção e a visita a alguns pontos turísticos um desafio. Em suma, foi um perrengue!
Fugimos do Vietnã, onde moramos e que também celebra o ano novo lunar, a fim de aproveitarmos o feriado com menos tumulto e acabamos esquecendo que em H K e Macau ocorre o mesmo.
Em virtude do feriado passamos um sufoco para conseguir instalar o chip da China Mobile. Havíamos comprado o ‘simcard’ numa loja de conveniência perto do hotel, após a atendente dizer que seria de fácil instalação. Ledo engano! Pedimos até ajuda na recepção do nosso hotel! O problema era que eles não estavam conseguindo tirar a foto do meu passaporte e receber um SMS de autenticação, passos finais da instalação. Até sugeriram que fossemos a uma loja da China Mobile, perto do hotel, mas devido ao feriado, a loja estava fechada. No dia seguinte, outra recepcionista garantiu que uma outra loja perto da estação central estaria aberta. De novo, portas ‘cerradas’! Somente conseguimos, após um terceiro recepcionista do hotel, sugerir que utilizássemos o telefone local de um deles para fazer o processo. Enfim, batalha vencida.
Nestas andanças pela cidade notamos muitas pessoas e barracas espalhadas perto da estação central. Na maioria eram mulheres e descobrimos que são trabalhadoras filipinas que encontraram em Hong Kong uma oportunidade de sustento. Durante a semana, elas se dedicam ao trabalho e moram com as suas patroas, mas aos fins de semana e feriados moram nas ruas, em barracas. Além destas, a região central de Hong Kong também é ocupada por muitos vendedores ambulantes que oferecem seus produtos nas ruas. Muitos deles vendem "muambas", como roupas, eletrônicos, etc.
Em resumo, nossa imersão em Hong Kong foi memorável pelos contrastes e experiências vividas. Desde as vistas panorâmicas do Victoria Peak, o charmoso bairro de Tsim Sha Tsui e a celebração do Ano Novo Lunar, a cidade nos envolveu em meio aos seus arranha-céus imponentes.
No entanto, também vivenciamos os desafios da superlotação durante o feriado e a decepção com a visita aos pandas no Ocean Park. H K se revelou uma cidade de extremos, onde a opulência e a modernidade coexistem com a realidade da habitação cara e a luta pela sobrevivência de muitos. Uma metrópole fascinante que convidou o casal H2O a refletir sobre as complexidades da vida urbana e a sua diversidade.
Quer viajar com a gente para a continuação desta viagem? Estaremos embarcando para MACAU! Vamos nessa?!

































































te amo
Parabens mi amorrr!!!! Arrasou !!!!!