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Trilha da Pedra do Telégrafo



Gostaria de tirar uma foto parecida com essa acima? Contaremos aqui o segredo. A pedra de onde é tirada esta foto é chamada Pedra da Bigorna, devido ao seu formato e está localizada bem perto da Pedra do Telégrafo. Esta última se tornou famosa a partir de 2015, quando as fotos tiradas na pedra tomaram conta das capas do Facebook. As fotos mostravam pessoas como eu e minha filha, na beira de um abismo. Pois é, estas fotos são uma ilusão de ótica, pois logo abaixo dos pés de quem está pendurado tem um platô e a ilusão é conseguida através do ângulo de quem tira a foto e não deixa aparecer o chão.



A Pedra do Telégrafo está localizada na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, no Parque Estadual da Pedra Branca no setor das Praias Selvagens, em Barra de Guaratiba. A pedra é o cume do Morro de Guaratiba, onde existiam instalações militares durante a 2º Guerra Mundial, que serviram de apoio para observação de submarinos durante a guerra. Como curiosidade, a Alemanha nazista torpedeou 35 navios mercantes e três navios de guerra brasileiros. Enviou 25 submarinos para vigiar a nossa costa e causou a morte de 1.074 compatriotas. Veja a lista das perdas navais brasileiras:



O visual é espetacular e podemos contemplar a Restinga da Marambaia, as Praias Selvagens, Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca e a Pedra da Gávea mais ao fundo.




Uma bandeira do Brasil marcava a verdadeira Pedra do Telégrafo, que fica a poucos metros acima da Pedra da Bigorna, mas não sabemos se permanece lá. Para chegar no inicio da trilha vindo pela Avenida das Américas, você passará pelo Recreio dos Bandeirantes até chegar em Barra de Guaratiba. A entrada fica pertinho da ponte que dá acesso à Reserva da Marambaia, uma região administrada pela Marinha do Brasil e pelo Exército Brasileiro. Suas praias têm acesso restrito por ser área militar. Filmagens da Rede Globo são realizadas nesta área, em regime de concessão.

A trilha também faz parte da Transcarioca. É o trecho número 1, Barra de Guaratiba X Grumari. Em outro post, mostramos o trecho 20, último dessa mesma trilha.


Para o trecho 1, vale a pena levar roupas de banho e filtro solar, pois é aí que o caminhante tem a oportunidade de andar entre a Mata Atlântica e algumas das mais belas e selvagens praias do Rio de Janeiro, como a do Perigoso, do Meio, Funda e do Inferno, e mergulhar em suas águas paradisíacas. Para uma vista panorâmica dessas praias recomenda-se fazer um bate-e-volta ao topo da Pedra da Tartaruga. Outra vista imperdível é da Pedra do Telégrafo, que já ganhou fama nas redes sociais e é um dos principais atrativos do trecho. Mas tome cuidado e saiba que o local pode ficar cheio em dias de sol, especialmente nos fins de semana. Lá de cima é possível avistar de um lado a região da Barra da Tijuca e, do outro, a Restinga da Marambaia.” Site da Transcarioca:



Ficha Técnica (site Vamos trilhar):

-Localização: Estrada de Barra de Guaratiba, Barra de Guaratiba, RJ

-Dificuldade: Leve – Nível 2 (entenda o que isso significa – http://bit.ly/1OS9Cad)

-Tempo: Aproximadamente 1 hora (ida).

-Altitude: 354 metros.

-Extensão (ida): 1.880 metros

-Atrativos: Mirantes.


Como visto no site acima citado, a trilha fica lotada nos fins de semana e feriados e forma uma fila gigantesca para tirar a foto com ilusão de ótica. A primeira vez que fomos, eu e minha mulher desistimos, pois era durante um final de semana, ficamos mais de uma hora na fila e a expectativa seria de pelo menos outra hora pra chegar a nossa vez. Portanto, vá bem cedo para não ficar de uma a duas horas na fila sob o calor carioca. Com a minha filha e o Luca fomos em dia de semana e ficamos bem pouco tempo esperando.



A última estrada, já em Barra de Guaratiba se chama Roberto Burle Marx. Ao longo dela você encontrará vários restaurantes com comidinha caseira e de frutos do mar. Excelente pedida pós-trilha.


A ladeira que dá acesso à trilha fica perto da ponte citada (bandeira vermelha no mapa acima) e existem alguns estacionamentos particulares próximos. A sugestão é se orientar para achar um local onde estacionar. Pra quem está a pé, existe um serviço de moto-taxis e você poderá subir 1/3 da trilha na garupa.



Um pouco mais acima dos estacionamentos você verá o caminho de inicio da trilha, onde existe uma cerca que impede a passagem de veículos e de animais. Chegando nesta parte, a trilha é bem sinalizada e pode ser feita sem guia. Dali, dura em torno de 40 minutos, num passo normal. Ela tem alguns trechos íngremes, mas nada muito difícil. É de terra batida, então após uma chuva forte pode ser que a trilha fique escorregadia. Durante a subida você verá algumas placas indicando a direção da Pedra e de outras praias até chegar ao primeiro mirante. É claro que paramos para conferir o maravilhoso visual da Restinga de Marambaia, do Mirante do Telégrafo, contrastando com o oceano. Deste ponto também é possível contemplar o Pôr do Sol.








Quando você chegar ao topo verá mais uma trilha com uma leve descida, e verá a fila da Pedra da Bigorna (ou Pedra do Telégrafo, como é conhecida). Ela fica a 1,5m do platô que falamos no inicio. Podemos avistar lá embaixo as praias do Meio e Funda (que fazem parte das praias Selvagens), a Praia de Grumari e bem distante a silhueta da Pedra da Gávea. As fotos do nascer do sol no Mirante do Telegrafo e do por do sol na Pedra da Bigorna são da Internet:







Outra maneira de realizar a trilha é sugerida no site da Transcarioca e começa logo após a igreja Nossa Senhora das Dores, depois de um beco na escadaria e aí é só seguir as setas amarelas da Trilha, que em um determinado ponto se encontra com a que descrevemos. Ver instruções do itinerário no site aqui citado ou no Wikiloc.



Dica da Internet: separe R$7 para economizar tempo e diminuir a trilha. Há moto-taxis que podem te levar até a parte da trilha onde existe a passagem da cerca. É fácil de encontrá-los, no centro de Barra de Guaratiba.

Prepare a água e o celular a fim de curtir esta trilha sensacional. Boa diversão!

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